Período trabalhista brasileiro – Estado Novo

Cartilhas-Trabalhista-Vol.-6

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Regionalismo e centralização política: partidos e constituinte nos anos 30

Autor(es): Angela Maria De Castro Gomes, Dulce Padolfi, Helena Maria Bousquet Bomeny, Lúcia Lahmeyer Lobo, Maria Helena de Magalhães Castro, Rodrigo Bellingrodt Marques Coelho

 O presente trabalho é o resultado de um projeto de pesquisa realizado no Centro de Pesquisa e Documentação em História Contemporânea do Brasil (CPDOC) do Instituto de Direito Público e Ciência Polltica (INDlPO) da Fundação Getulio Vargas, entre janeiro de 1977 e fevereiro de 1979.

A equipe responsável pelo projeto – “Polltica, partidos e Constituinte nos anos 30” – integrava o Setor de Pesquisa daquele centro, fazendo parte de um grupo de trabalho maior, cujo objetivo era o desenvolvimento de estudos monográficos de história polltica que cobrissem o período do governo Vargas que vai de 1930 a 1937. Tratava-se, portanto, de ter como foco de análise estes sete anos plenos de instabilidade e diversidade política, que a historiografia tende a nomear como o período do pré-37, ou seja, como o momento que “antecede” ao Estado Novo.


A queima do café

CURIOSIDADE DA ERA VARGAS.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova York fazia 2 anos em outubro de 1929. Mas os estragos provocados pela crise ainda eram sentidos em todo o planeta – e também no Brasil. Em junho de 1931, uma nuvem de fumaça gigantesca, que vinha de uma enorme fogueira, pairava sobre a cidade de Santos, no Litoral de São Paulo, por onde escoava boa parte das exportações do café brasileiro. . Ela foi iniciada para queimar os estoques de café, então responsável por 70% das exportações brasileiras, que se acumularam com a retração do mercado externo. Enquanto o fogo durou, consumiu milhões de sacas. O aroma do café torrado era tão forte que ultrapassava as fronteiras municipais. Era contido apenas pelas encostas da Serra do Mar, que se estende pela costa paulista.

O café era queimado a mando do governo de Getúlio Vargas para tentar reduzir o impacto negativo da crise no Brasil, então responsável por 60% das vendas mundiais do produto. Estima-se que foram mais de 14 bilhões de quilos de café queimados na época.

Acervo Laire José Giraud

Primeira República: um balanço historiográfico

As autoras Ângela de Castro Gomes e Marieta de Moraes Ferreira buscaram em seu trabalho, “Primeira República: um Balanço Historiográfico”, fazer um balanço quanto a historiografia da Primeira Republica, ou seja, a evolução da escrita histórica, da literatura, sobre este período e tema, como forma de relembrar o centenário da proclamação da republica. Este trabalho acaba por evidenciar as origens das politicas republicanas do Brasil.

Como fonte, as autoras priorizaram por usar textos de fácil acesso ao publico, das mais diversas áreas das ciências sociais, com ênfase na Primeira Republica. Incluindo nessas fontes textos clássicos que influenciaram e/ou influenciam até os dias de hoje no estudo sobre Historia do Brasil deste recorte temporal, mostrando que autores mais atuais acabam, em seus trabalhos, usando dos textos clássicos e suas considerações com formas e elaborações inteiramente diferentes, promovendo uma nova visão sobre a Primeira Republica e suas particularidades, seja através de uma crítica positiva ou negativa quanta a estes trabalhos clássicos. Excluiu-se da pesquisa trabalhos muito recentes a formação da Primeira Republica, por poderem apresentar visões focadas em outras perspectivas, senão as escolhidas primordialmente pelas redatoras do trabalho.

Usando trabalhos pouco conhecidos, do público, aos mais conhecidos, e mostrando as suas correlações de substituição ou complementariedade, acaba montando um detalhado mapa estrutural da historiografia da Primeira Republica, mostrando seu peso, suas variações e desdobramentos e seus inúmeros vazio.

Ângela de Castro Gomes

Doutora em Ciência Política pelo Iuperj, professora titular, hoje aposentada, de História do Brasil na Universidade Federal Fluminense e pesquisadora do CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas), autora de 34 livros, sem contar capítulos de livros e grande número de artigos em revistas especializadas, a historiadora Ângela de Castro Gomes queria ser médica. Hoje é uma referência nacional, com reconhecimento nas áreas de história e ciências sociais, querida de alunos e colegas


Marieta de Moraes Ferreira


Marieta de Moraes Ferreira é doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (1985-1991); realizou pós-doutorado na École des Hautes Etudes em Sciences Sociales-EHSS, Paris (1996-97), como bolsista da CAPES. Diretora do Centro de Pesquisa e Documentação de HistóriaContemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas-CPDOC/FGV (1999-2005); professora do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro-IFCS/UFRJ(desde1988); presidente da Associação Brasileira de HistóriaOral-ABHO (1994/96); presidente da International Oral History Association-IOHA (2000/2002); editora da Revista EstudosHistóricos – CPDOC (desde 1993); membro do Comitê Editorial da Revista História Oral; membro do Conselho da RevistaNossa História, da Fundação Biblioteca Nacional-FBN; Membrodo Conselho da Revista Lusotopie, Paris.