XI Semana de Cultura Afro Brasileira e Africana realizada no IFMG-Campus Ouro Preto

Tema: Desigualdade Racial no Brasil

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Vídeo referente ao tema: https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=nBv3OR0vXn4

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Consciência Negra IFMG-OP

XI Semana de Cultura Afro Brasileira e Africana realizada no IFMG-Campus Ouro Preto

O dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro e representa a luta dos negros contra a discriminação racial.
A celebração relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, as gerações que sucederam a época de escravidão sofreram diversos níveis de preconceito.
E neste dia, nós, alunos do campus IFMG-OP, fizemos diversas apresentações, como danças, capoeira, música, poemas, entre outros. Foi muito bom fazer parte disso e espero que continuem com esse projeto, e que possa melhorar cada vez mais.
– Sayene Dutra

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O Fascismo na Atualidade

Embora tenha entrado em crise após a Segunda Guerra Mundial, alguns aspectos da ideologia fascista ainda estão presentes em alguns grupos e partidos políticos. Na Europa, por exemplo, existem partidos políticos que defendem plataformas baseadas na xenofobia (aversão a estrangeiros).

A reportagem a seguir, publicada em 21/12/2014, mostra a xenofobia presente na Europa. 

A xenofobia cresce na Europa

A extrema-direita em toda a União pretende barrar ou expulsar imigrantes

Dois eventos na segunda-feira 15 não poderiam ser mais colidentes. Em Paris, o presidente François Hollande finalmente inaugurou o Museu da Imigração, criado sete anos atrás. Em Dresden, na Saxônia, o Pegida, sigla para “Patriotas europeus contra a islamização do Ocidente”, aglutinou 15 mil manifestantes, entre eles vários jovens neonazistas. Em uníssono, a multidão gritava: “Basta com a Sharia (lei islâmica) na Europa”. Detalhe: na Saxônia há 2,1% de estrangeiros, dos quais 0,1% é de muçulmanos.

Um terceiro evento, marcado para sábado 20, em Milão, é também contraditório diante do simbólico gesto de Hollande. Trata-se de um encontro do Movimento Nacionalista dos Povos Europeus, composto de legendas e grupos de extrema-direita de toda a Europa. Os holofotes serão jogados sobre Udo Voigt, líder do Partido Nacional Democrata Alemão, ou NPD, e, desde maio, deputado em Bruxelas. Em 2004, Voigt, de 62 anos, foi condenado por ter dito: “Não há dúvidas, Hitler foi um grande estadista alemão”.

A xenofobia está, mais uma vez, em ascensão no Velho Continente. Em comum, a extrema-direita quer barrar ou expulsar imigrantes e aqueles em busca de asilo. Pretende pôr um fim no acordo de Schengen, que permite a livre circulação de cidadãos europeus por 26 países. Almejam a eliminação do euro e, por tabela, o naufrágio da União Europeia para, e assim, reaver maior autonomia nacional. A crise econômica, é claro, faz eleitores de diferentes tendências ideológicas migrar para os partidos de extrema-direita.

Por essas e outras, integrantes de partidos de centro-direita, como o UMP, e seu líder Nicolas Sarkozy, candidato à Presidência em 2017 na França, adotam o discurso. O principal alvo, quiçá o mais fácil no contexto de “perda de identidade”, é o estrangeiro. Motivo: ele oferece a face a uma mescla de temores. Resumiu na segunda-feira 15 Hollande: “Os estrangeiros são sempre acusados dos mesmos males… São sempre os mesmos preconceitos, as mesmas suspeitas invariavelmente impingidas”. Até numerosos cidadãos de países escandinavos, outrora considerados tolerantes, passaram a colocar estrangeiros na cruz.

Segundo enquetes de intenção de voto, o Partido do Povo Dinamarquês (PPD), de extrema-direita e liderado por Kristian Thulesen Dahl, estaria na dianteira nas eleições legislativas que poderão ocorrer a qualquer momento. O Partido Social-Democrata, da premier Helle Thorning-Schmidt, figura nas pesquisas em terceiro lugar com 19,8% dos votos. Em primeiro, o PPD, com 21,2%, seguido pelos Liberais, com 20,9%. Uma aliança entre PPD e Liberais não pode ser descartada. Na Noruega, o Partido do Progresso está no governo desde as legislativas de 2013. Siv Jensen, ministra das Finanças, faz campanha contra a “crescente islamização” do país. Já na Suécia, a legenda Democratas Suecos, igualmente anti-imigração, obteve um acréscimo de 13% dos votos no Parlamento em eleições realizadas há poucos meses. Por não conseguirem ter impacto sobre o governo, defrontaram-se com o impasse e um novo pleito foi marcado para março.

Desde as eleições legislativas de 2010, o Partido para a Liberdade (PVV), do controverso Geert Wilders, é o terceiro da Holanda. Com sua juba prateada, Wilders, de 51 anos, chama o Islã de “religião totalitária”. Não escasseiam líderes a condenar extrapolações da extrema-direita. No entanto, governos de centro-direita, e mesmo de centro-esquerda, são confrontados por outras siglas de suas alianças. A chanceler alemã,  Angela Merkel, condena o Pegida por “agitação e difamação”. Por sua vez, o ministro social-democrata da Justiça, Heiko Maas, chamou o movimento de “uma desgraça”. No entanto, a legenda de centro-direita da Bavária, União-Social Cristã (CSU), a integrar a aliança de Merkel, alega que Heiko Mass “denegriu maciços protestos pacíficos”. A CSU já havia causado polêmica ao dizer que estrangeiros deveriam falar alemão até em casa, mas acabou por retratar-se. Bernd Lucke, do Alternativa para a Alemanha (AfD), afirmou: “Várias das demandas deles são legítimas”.

O premier italiano de centro-esquerda, Matteo Renzi, dirige o país em aliança com a direita. O ministro do Interior e líder da Nova Centro-Direita, Angelino Alfano, anunciou a repressão a camelôs e feirantes de praias, quase sempre estrangeiros. Do seu canto, a Liga Norte deixou de ser separatista sob a liderança de Matteo Salvini, de 41 anos. No entanto, para Salvini o grande inimigo é o estrangeiro. O ex-premier Silvio Berlusconi flerta com Salvini para formar uma aliança nas próximas eleições, mas terá de deixar de fazer pactos com Renzi, como o da reforma do sistema eleitoral. Salvini, sublinhe-se, foi hábil ao não aceitar o convite para participar do encontro do Movimento Nacionalista dos Povos Europeus, em Milão. Rejeição nada apreciada por Roberto Fiore, anfitrião do evento e líder do Partido Força Nova. Ex-parlamentar em Bruxelas, quando substituiu Alessandra Mussolini, em 2009, Fiore simpatiza com o fascismo.

No caso do trabalhista Ed Milliband, líder da oposição britânica ao governo conservador do premier David Cameron, parece ser preferível, às vésperas de legislativas em 2015, evitar o delicado tema “imigração”. Diante da força crescente do Partido de Independência do Reino Unido (UKIP), de Nigel Farage, Cameron agendou um referendo para renegociar a permanência do país na União Europeia em 2017.

Na segunda, Hollande evocou imagens fortes de sucessivas ondas migratórias a pontuar a história da França. E, assim, lançou sua campanha para 2017. Não deu nomes aos bois, ou aos “demagogos”. Eles são Sarkozy e Marine Le Pen, a líder do Frente Nacional. Le Pen reconheceu o Holocausto negado pelo pai, mas luta contra a “islamização da França”. Como escreveu Carine Fouteau, do website Mediapart, se Hollande tivesse feito esse discurso a favor da imigração no início de seu mandato, as perspectivas seriam outras. Agora é tarde. “Hollande luta contra oponentes munidos de armas reais.” Segundo as pesquisas, Le Pen venceria Hollande no segundo turno.

*Reportagem publicada originalmente na edição 831 de CartaCapital, com o título “A xenofobia em fermento”

Regionalismo e centralização política: partidos e constituinte nos anos 30

Autor(es): Angela Maria De Castro Gomes, Dulce Padolfi, Helena Maria Bousquet Bomeny, Lúcia Lahmeyer Lobo, Maria Helena de Magalhães Castro, Rodrigo Bellingrodt Marques Coelho

 O presente trabalho é o resultado de um projeto de pesquisa realizado no Centro de Pesquisa e Documentação em História Contemporânea do Brasil (CPDOC) do Instituto de Direito Público e Ciência Polltica (INDlPO) da Fundação Getulio Vargas, entre janeiro de 1977 e fevereiro de 1979.

A equipe responsável pelo projeto – “Polltica, partidos e Constituinte nos anos 30” – integrava o Setor de Pesquisa daquele centro, fazendo parte de um grupo de trabalho maior, cujo objetivo era o desenvolvimento de estudos monográficos de história polltica que cobrissem o período do governo Vargas que vai de 1930 a 1937. Tratava-se, portanto, de ter como foco de análise estes sete anos plenos de instabilidade e diversidade política, que a historiografia tende a nomear como o período do pré-37, ou seja, como o momento que “antecede” ao Estado Novo.


A queima do café

CURIOSIDADE DA ERA VARGAS.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova York fazia 2 anos em outubro de 1929. Mas os estragos provocados pela crise ainda eram sentidos em todo o planeta – e também no Brasil. Em junho de 1931, uma nuvem de fumaça gigantesca, que vinha de uma enorme fogueira, pairava sobre a cidade de Santos, no Litoral de São Paulo, por onde escoava boa parte das exportações do café brasileiro. . Ela foi iniciada para queimar os estoques de café, então responsável por 70% das exportações brasileiras, que se acumularam com a retração do mercado externo. Enquanto o fogo durou, consumiu milhões de sacas. O aroma do café torrado era tão forte que ultrapassava as fronteiras municipais. Era contido apenas pelas encostas da Serra do Mar, que se estende pela costa paulista.

O café era queimado a mando do governo de Getúlio Vargas para tentar reduzir o impacto negativo da crise no Brasil, então responsável por 60% das vendas mundiais do produto. Estima-se que foram mais de 14 bilhões de quilos de café queimados na época.

Acervo Laire José Giraud